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Bem-estar

Como diagnosticar e lidar com a intolerância à lactose

Já sentiu a barriga inchada ou aquele desconforto chato depois de beber um copo de leite? Se sim, talvez esteja a lidar com a intolerância à lactose, um problema mais comum do que parece.   Afinal, estima-se que cerca de um terço da população portuguesa tenha algum grau de intolerância. Mas o que é, afinal, esta condição? E, mais importante, como se pode viver bem com ela? Vamos descobrir! O que é, exatamente, a intolerância à lactose Esta intolerância acontece quando o organismo não consegue digerir a lactose – o açúcar presente no leite e derivados -, como iogurtes, queijos e gelados. Isto deve-se à diminuição ou ausência de lactase, a enzima responsável por “partir” a lactose em componentes mais simples, fáceis de absorver. Quando o corpo não produz lactase suficiente, a lactose permanece no intestino, onde é fermentada pelas bactérias locais. O resultado? Sintomas nada agradáveis, como dores abdominais, gases, náuseas e, claro, diarreia. Intolerância à lactose: sintomas em adultos e bebés Nos adultos, os sintomas variam consoante a quantidade de lactose ingerida e a tolerância individual. Os mais comuns incluem:   Dor ou desconforto abdominal Flatulência e inchaço Diarreia Cansaço Náuseas Dores de cabeça. Nos bebés, especialmente nos casos congénitos (uma forma rara e grave), os sintomas de intolerância à lactose englobar:   Diarreia intensaVómitos Dificuldade em ganhar peso Presença de muco nas fezes. Se um bebé apresenta estes sintomas, procure ajuda médica o quanto antes. Como saber se sou intolerante à lactose O diagnóstico deve ser feito por um médico, geralmente através de uma combinação de avaliação clínica e exames específicos. Eis alguns dos testes mais comuns:   Teste de tolerância à lactose: mede os níveis de glicose no sangue após a ingestão de uma solução rica em lactose Teste respiratório: avalia os níveis de hidrogénio no ar expirado, que aumentam em caso de má digestão da lactose Análise às fezes: útil sobretudo em bebés e crianças pequenas.   Adicionalmente, pode ser recomendada uma dieta experimental, onde se elimina alimentos com lactose durante algumas semanas e se observa se há uma melhoria dos sintomas. O que fazer em caso de crise? Uma crise de intolerância à lactose pode ser extremamente desconfortável, mas saiba há formas de aliviar os sintomas:   Hidratação: a diarreia pode causar desidratação, por isso, beber água é essencial Evitar novos consumos de lactose: dê ao seu sistema digestivo algum tempo para se recuperar Tomar lactase: para quem sabe que vai consumir alimentos com lactose, os suplementos de lactase ou medicamentos para intolerância à lactose ajudam a digerir este açúcar. Se as crises forem recorrentes, é importante consultar um médico ou nutricionista para ajustar a dieta e prevenir complicações. Intolerância à lactose tem cura? A intolerância à lactose não tem cura, mas é possível viver bem com ela. Não é necessário abdicar totalmente dos laticínios, pois muitos intolerantes conseguem consumir pequenas quantidades de lactose sem problemas. A seguir, partilhamos algumas dicas para ajudá-lo a gerir a condição no dia-a-dia. Dicas rápidas para lidar com a intolerância à lactose Prefira produtos sem lactose ou bebidas vegetais como alternativas Para garantir a ingestão de cálcio, aposte em vegetais de folha verde, como espinafres e couve, ou em peixes como sardinhas em conserva Aposte em queijos curados e iogurtes com culturas vivas, mais fáceis de digerir Leia sempre os rótulos para evitar surpresas com alimentos processados Mantenha suplementos de lactase por perto para refeições fora de casa Encontre outras fontes de cálcio, como espinafres, sardinhas ou tofu Hidrate-se bem, especialmente em caso de crises digestivas Planeie as suas refeições para garantir um equilíbrio nutricional Experimente fazer em casa receitas para intolerantes à lactose e descubra novos sabores. Partilhar:

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7 dicas para perder a gordura abdominal de forma saudável e eficaz

A gordura abdominal é um dos temas mais discutidos quando se fala em saúde e bem-estar, e não é por acaso. Vai muito além da estética, estando associada a vários riscos para a saúde, tanto para mulheres quanto para homens.   Se está à procura de dicas de como perder a barriga de forma eficaz, está no lugar certo! Neste artigo, vamos partilhar estratégias simples e eficazes que, quando combinadas, podem ajudar a alcançar aquele objetivo tão desejado: uma barriga mais firme e saudável. Vamos lá! 7 dicas práticas para perder a barriga de forma saudável Invista numa alimentação equilibrada Se quer perder gordura abdominal, é no ajuste da rotina alimentar que a jornada deve começar. Frutas, legumes, cereais integrais, proteínas magras e leguminosas devem ser presença constante no prato, pois fornecem nutrientes essenciais e ajudam a estabilizar o apetite. Existem, ainda, outros “truques” que podem fazer a diferença: consumir fibras em todas as refeições prolonga a saciedade e regula a digestão, e incluir alimentos termogénicos como pimenta, gengibre e chá verde acelera o metabolismo.   Por outro lado, evite ao máximo alimentos ultraprocessados, como frituras, refrigerantes e molhos prontos, que promovem o ganho de gordura. Lembre-se: uma alimentação equilibrada baseia-se em escolhas inteligentes e consistentes, sem abrir mão do prazer de saborear cada refeição. Hidrate-se bem Beber água também tem um papel extremamente importante na perda de gordura abdominal — afinal, somos cerca de 70% água, por isso faz todo o sentido mantê-la em dia. Consumir entre 1,5 e 2 litros diariamente não só mantém o corpo hidratado, como também ajuda a controlar o apetite, especialmente se for bebida antes das refeições. A água também melhora a digestão, acelera o metabolismo e combate a retenção de líquidos, o que ajuda a desinchar a barriga. Para dar um toque extra à rotina, pode optar por chá verde, que hidrata enquanto atua como termogénico e diurético. E, se quiser variar o sabor da água, experimente adicionar fatias de limão ou folhas de hortelã. Durma bem o suficiente Já todos ouvimos a famosa frase “dormir bem faz bem à saúde”, e acredite, não é só mito. Dormir entre 7 e 9 horas por noite é fundamental para a regulação hormonal, incluindo o controlo dos níveis de cortisol que, em excesso, pode dificultar a perda de gordura abdominal. Uma boa noite de sono também estimula a produção de hormonas, como o GH, que favorece o metabolismo e a queima de gordura corporal.   Criar um ambiente tranquilo no quarto, evitar o uso de ecrãs antes de dormir e estabelecer horários consistentes são estratégias simples – mas poderosas – para garantir um descanso reparador. Pratique exercício físico Até agora, nada de novo, certo? Alimentação equilibrada, hidratação e descanso adequado são essenciais para qualquer estilo de vida saudável. Mas, no caso de perder gordura abdominal, praticar exercício físico pode realmente fazer a diferença. Agora, se está à procura de exercícios para perder a barriga, aqui vai uma verdade importante: não existem exercícios milagrosos que façam a gordura da barriga desaparecer. A perda de gordura corporal não ocorre de maneira localizada – ou seja, não podemos escolher de onde vamos emagrecer.   Habitualmente, vemos exercícios para perder a barriga em casa associados à prancha, abdominais ou atividades aeróbicas simples, mas é importante lembrar que não há milagres. O segredo está na consistência: quanto mais ativo for o corpo, mais eficaz será a queima de gordura. Controle o stress O stress faz-nos atacar a comida com mais frequência, mas não é só isso que contribui para o aumento da gordura abdominal – ele tem um impacto bem mais profundo no corpo. Altos níveis de stress aumentam a produção de cortisol o que promove o armazenamento de gordura na região abdominal.   Técnicas de relaxamento, como ioga, meditação ou, até, automassagens na barriga, são excelentes para ativar a circulação sanguínea, combater a retenção de líquidos e ajudar a definir a cintura. Dedicar um tempo diário a atividades que acalmam a mente, como ler, ouvir música ou dar uma caminhada ao ar livre, também é importante para reduzir o stress e manter o corpo saudável. Reduza – ou elimine – o consumo de álcool e tabaco Sabia que, além de fazer mal à saúde de várias formas, fumar é um dos grandes culpados pelo aumento da gordura abdominal? O estudo recente revela que o tabagismo não só contribui para o ganho de gordura visceral – gordura perigosa que se acumula em torno dos órgãos – como também pode aumentar o risco de doenças como diabetes tipo 2 e problemas cardíacos. E quando se junta com o consumo excessivo de álcool, o combo torna-se ainda mais traiçoeiro para a saúde. Procurar um nutricionista Quando a gordura abdominal continua a ser um desafio, apesar de todos os esforços, pode ser o momento ideal para procurar ajuda profissional. Um nutricionista auxilia a identificar desequilíbrios alimentares ou questões específicas que podem estar a sabotar os seus resultados, como também é capaz de criar um plano alimentar personalizado, adaptado às suas necessidades e objetivos. Não hesite em pedir ajuda profissional quando necessário! Mitos e verdades sobre perder a barriga “Abdominais eliminam gordura abdominal”: Mito. Exercícios localizados ajudam a tonificar os músculos, mas não eliminam gordura de forma seletiva “Beber água com limão em jejum queima gordura”: Mito. Apesar de ajudar na hidratação e no sistema digestivo, não tem efeito direto na gordura abdominal “É impossível perder barriga sem dietas restritivas”: Mito. Adotar uma alimentação equilibrada e sustentável é mais eficaz a longo prazo do que dietas extremas “O stress aumenta a gordura na barriga”: Verdade. Níveis elevados de cortisol estão associados à acumulação de gordura visceral. O que é a gordura abdominal e por que acontece A gordura abdominal é composta por dois tipos principais:   Gordura subcutânea: a camada de gordura que se encontra logo abaixo da pele, mais visível e frequentemente associada à estética Gordura visceral: esta é mais profunda e envolve órgãos vitais como o fígado, o coração e os

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